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Existe, em nosso País, um tributo repleto de dignidade e irrepreensível justiça social chamado Imposto sobre Produtos Industrializados - I P I , cuja existência, vários congressistas se insurgem, conclamando a defesa de um Imposto Único que substituiria os demais. É fato que a estupidez fizera criar vários impostos que, no fim, são enviados para o mesmo saco, dificultando apenas a vida das empresas e da sociedade como um todo, como, por exemplo, o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica, a Contribuição Social Sobre o Lucro e a COFINS, cujas alíquotas deveriam ser somadas e aplicadas em um único tributo. Todavia, eliminar o I P I, cujas alíquotas são aplicadas em função da essencialidade do produto é, no mínimo demonstrar uma total falta de caráter ou da mais profunda ignorância da justiça tributária. No estado em que a nação se encontra, com uma dívida interna e externa de cerca de US$.800.000.000.000,00 ( Oitocentos bilhões de dólares ), precisamos de uma política tributária que estimule os investimentos na produção, desviando estes investimentos do comércio e do mercado financeiro, dando poder às indústrias para estabelecerem o seu preço de venda ao consumidor, como nos cigarros, tornando os comerciantes meros comissionados e estabelecendo o pagamento exclusivo dos serviços através do sistema bancário, utilizando-se uma guia própria, na qual, todos os tributos devidos sejam automaticamente recolhidos. Desta forma, será melhor investir na indústria e não apenas parasitá-la. Uma nação é, o que efetivamente produz, e não, o que apenas comercializa. Da mesma forma, a complexidade dos serviços só existe em uma nação cuja burocracia ou, burrocracia, melhor dizendo, torna impraticável o trivial e um verdadeiro gênio aquele que se propõe a realizar o impraticável criado.
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