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Já não me lembro a data, em que o Brasil e outros países de língua portuguesa se reuniram no Rio de Janeiro para discutir a uniformização da ortografia, igualando-se a palavra Farmácia no lugar da Pharmácia, como exemplo, nos 7 (sete) países que utilizam oficialmente a lingua portuguesa. Revoltado, escrevi à Academia Brasileira de Letras, endereçando cópia aos representantes dos países que ali encontravam-se reunidos para que fossem mais além em suas conjecturas e efetuassem uma verdadeira reforma da ortografia, excluindo-se o "s" com som de "z"; eliminando-se o "ch" com som de "x"; o "ç" com som de "s", o duplo "rr" com som de "h" (veja as palavras home e house em inglês), bem como criando-se novos símbolos para os dígrafos "lh" e "nh", sob a argumentação que os Fenícios, há 3000 anos, não teriam criado o alfabeto com estas ignomínias e que, passado todo este tempo, deveríamos ter a mínima competencia para adequá-las aos nossos tempos. Encastelados em seus pesados fardões, julgaram os dirigentes daquela Academia que lhes cumpria apenas preservar o passado e não, aprimorar o futuro, jogando à sargeta qualquer possibilidade na direção levantada.. Insistentemente, dirigi correspondência ao então Primeiro Ministro de Portugal, Dr. Mário Soares que, pela inexistência de resposta, sequer pude confirmar o seu recebimento. No entanto, este amplo meio de comunicação que é a Internet, me possibilita colocar novamente o assunto em discussão, esperando que a sua amplitude venha forçar aqueles que, pelo acumulo de conhecimentos, deveriam assumir a responsabilidade e não omitir-se como se por direito. Cumpre-me acrescentar que esta reforma ajudaria em muito o próprio desenvolvimento dos povos que utilizam a lingua portuguesa pois, a vastidão dos conhecimentos não pode limitar-se aos floreios da língua e aqueles que optam pelas áreas tecnológicas não podem ser tolhidos pela displicência daqueles que optaram pelo domínio da palavra. |
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