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A NECESSIDADE
HUMANA DA
ALMA O Ser Humano, animal por formação e racional por opção, com a sua loucura de querer a tudo explicar, corrói-se visceralmente para entender as suas origens, o motivo de seu existir e o destino após a morte, a ponto de levantar teorias religiosas que justifiquem o universo, normatizem o coexistir e, finalmente, instalem as raízes da Teocracia, na qual, alguns vândalos apropriam-se das conclusões dos buscadores e utilizam-nas como muralhas de seus impérios. Embora pareça degradante o resultado de tão ferrenha busca, o Ser Humano, em sua maior parte, tem conseguido conter os seus instintos animais ao procurar justificar a sua existência, a não ser quando exagera nas suas convicções e torna-se vassalo daqueles que dominam as seitas mais radicais. O certo é que, existe o sentimento religioso desde o tempo das cavernas, na qual se venerava o espírito da caça, a adoração ao sol, à lua e ao estrelado céu, na época incompreensível, pois claro durante o dia e tenebrosamente escuro durante à noite. Fazendo parte destes eternos buscadores que são os seres humanos, iniciei-me na igreja católica, pratiquei a ioga com o grande mestre De Rose, fundador do Instituto Brasileiro de Ioga, freqüentei o Templo Budista, o Templo Hare Krisna, a Igreja Messiânica, o espiritualismo de Alan Kardek e a Fundação Logosófica; pratiquei a Meditação Transcendental e os fundamentos da Rosa Cruz, além de ler Carlos Castañeda, Marion Bradley, Lobsang Rampa, Sidarta Gualtamo e outros; tendo procurado, em cada uma dessas instituições o fundamento das necessidades existenciais da humanidade. O resultado, fora uma gama de conhecimentos variados, sem a profundidade que mantém cativo e, tão pouco, a superficialidade que descrê. Além de tudo procurei, no íntimo, o véu do conhecimento, pois, acredito que, no íntimo de alguém se ergueram as religiões e, desta introversão, concluí que existem 3 (três) correntes plausíveis, como seguem: O MATERIALISMO de Charles Robert Darwin, com a sua teoria da evolução das espécies, pois, quem conhece o mínimo da Biologia, sabe que cada célula do corpo animal ou vegetal possui o código genético de todo a constituição corpórea, demonstrando que A MATÉRIA POSSUI MEMÓRIA e, por conseguinte, a Consciência Divina poderia ser, na verdade, a soma de todas as consciências e seríamos, então, neurônios dessa Consciência Cósmica; O PENSAMENTO ORIENTALpelo qual, levantou-se que a natureza vive uma relação simbiôntica, de troca pelo existir, a ponto do grão de areia necessitar de nossa existência como nós precisamos da existência dele, pois, se não fosse o grão de areia não haveria a permeabilidade do solo e a vida vegetal e animal sobre a terra não seria tão exuberante e, da mesma forma, se não fosse a nossa existência, não haveria o porquê do grão de areia; e, O PENSAMENTO OCIDENTAL, no qual um ser único e supremo teria formado o universo, a vida e suas regras de coexistência, impondo-as como Leis e consagrando a sua palavra ao conhecimento de alguns sem a comunicação direta com todos os seres, fazendo eleitos dentre os demais, sem uma razão lógica mas, tão somente, por Sua vontade. Embora tendo declarado que considero todas plausíveis, passei a acreditar na supremacia do pensamento oriental que mais logicamente justifica esta necessidade de criar a matéria e sua animação. Aquele pensamento explica a maioria das indagações da humanidade, com a própria necessidade simbiôntica contida em toda a natureza, pois, se existe este ser original ele está impregnado da mesma necessidade visceral e transcendente de coexistir que toda a sua criação viceja. A conclusão imediata é a de que este ser teria criado a matéria para poder coexistir com outra entidade que não a Dele mesmo, através da formação da consciência individual que a limitação da matéria dá aos seres vivos, tornando-se evidente que, se a sua criação possuísse a mesma ilimitada visão do ser original, teria o seu infinito conhecimento e à consciência Dele volveria. Tais conclusões formaram estrutura em um fato mostrado, há vários anos, em um programa de televisão, no qual, os jovens de uma tribo, em uma ilha remota, criavam filhotes de tubarões para que estes, quando adultos, os protegessem de outros tubarões durante a pesca. Ora, se estes tubarões, considerados puras máquinas instintivas de caça, defendem aqueles pescadores de outros tubarões de sua própria espécie, em defesa de um vínculo estabelecido com o passar do tempo, fica então provado que, esta necessidade de coexistir transcende o instinto de preservação das espécies e, como uma necessidade visceral, está impregnada em toda a natureza, demonstrando que tal imperativo tem de estar contido, em consideráveis proporções, no próprio " Ser Original ". |
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